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segunda-feira, 2 de junho de 2008

A Clonagem Humana

A Clonagem é a reprodução de indivíduos geneticamente iguais. È um processo de reprodução assexuada que resulta da obtenção de cópias geneticamente idênticas de um mesmo ser (microorganismo vegetal ou animal). Define-se dois tipos de clonagem: Clonagem Terapêutica e Clonagem Reprodutiva.

A Clonagem Terapêutica tem por objectivo: a obtenção de tecidos ou órgãos destinados a fins médicos. Deste modo pode-se substituir tecidos danificados por tecidos sãos, o que permitiria curar muitas enfermidades degenerativas que hoje não tem cura como por exemplo a doença de Parkinson, Alzeheimer e certas debilidades cardíacas.

A "clonagem terapêutica" não é neutra sob o ponto de vista ético. Com efeito, eticamente falando, ela seria até mesmo pior do que a "clonagem reprodutiva". De facto, na "clonagem reprodutiva" ao ser humano recém-produzido, inocente acerca da sua própria origem, dá-se pelo menos a oportunidade de se desenvolver e de nascer. Mas na "clonagem terapêutica", utiliza-se o ser humano recém-produzido como um mero material de laboratório. Este uso instrumental de um ser humano ofende gravemente a dignidade do homem e todo o género humano.

Clonagem Reprodutiva
Clonagem Reprodutiva é pretendida para produzir cópia de um indivíduo existente.

A pergunta que coloco é: Será possível evitar que a Clonagem Humana atinja fins inesperados, que possam ferir a dignidade humana?

Bioética

As respostas de alguns filósofos e sábios dependem muito das suas orientações filosóficas. Para alguns a pesquisa de compromissos práticos tende a ultrapassar a reflexão teórica sobre problemas considerados indecifráveis (O embrião é uma pessoa? Tem a vida um valor incondicional?)
Para outros, mesmo quando releva de oposições intransponível sobre diferentes sensibilidades, deve manter-se preponderante.
As discussões e experiências de um certo número de especialistas sábios, de filósofos e de juristas após vinte anos permitem elaborar uma «Ética de Investigação» consignadas hoje em textos internacionais, constituem obstáculo à pesquisa biomédica, uma continuação e uma adaptação dos valores afirmados na Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948: “1º Princípio do respeito pela pessoa humana reside na sua autonomia moral, na sua liberdade. Donde a regra do consentimento (não a investigação sem o consentimento livre e esclarecido das pessoas que nela participam; protecção das pessoas «frágeis» isto é no sentido de serem manipuladas .

Do ponto de vista Religioso
A Santa Sé está convencida de que é necessário apoiar e promover as pesquisas científicas em benefício da humanidade. Por isso a Santa Sé encoraja as pesquisas que estão a ser realizadas no campo da medicina e da biologia com o objectivo de curar doenças e melhorar a qualidade de vida de todos, contando que sejam respeitosas para com a dignidade do ser humano. Esse respeito exige toda a pesquisa que for incompatível com a dignidade do ser humano seja excluída por razões morais.

Do meu ponto de vista

Do meu ponto de vista a clonagem tem os seus bens e malefícios, cabe ao homem decidir. Há quem concorde com a clonagem por exemplo, pessoas que não conseguem gerar seus próprios filhos, há quem não concorda alertando a ameaça que representa sobre o desempenho do homem, arrisca a passar de sujeito a objecto de manipulação alterando sua particularidades.
Uma das normas morais mais importantes que surgirão na história da humanidade é chamada Lei de Ouro (Golden Rule). Esta norma surge em diferentes épocas culturais mas têm a mesma interpretação: Jesus Cristo “portanto tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lhes também vós” Mateus 7,12 e Lucas 6,31.
Um comentário sobre o filme Blade Runner de Ridley Scott: imagine como cada um de nós deveria olhar para os andróides sabendo que tal como nós têm sentimentos, e emoção, mas têm um prazo de validade! E se não tivessem um prazo de validade, iríamos viver em sociedade?

Material de pesquisa
Dicionário prático de filosofia 1 – Terramar editora
Chantal Demonque
Laurence Hansen-Love
Pierre Kahn
http://www.vatican.va/roman_curia/secretariat_state/2004/documents/rc_seg_st_20040927_cloning_en.html
http://zerodeconduta.blogspot.com/
TRABALHO DE: ESTÁCIO AZEVEDO Nº 33 11ºP

EXISTE ÉTICA RELATIVAMENTE À CLONAGEM HUMANA?


Há muito que o termo clonagem existe e não relativamente a técnicas artificiais desenvolvidas, visto que, na biologia a clonagem é um processo natural que ocorre desde o início da vida na Terra. Os descendentes idênticos têm origem a partir de um processo assexuado da divisão da célula, onde os indivíduos resultantes têm, geralmente, o mesmo código genético.
Contudo a clonagem artificial é uma realidade verificada aquando a apresentação da ovelha Dolly, em 1997.

No entanto, existem outros casos conhecidos de clonagem não humana, o primeiro ocorreu em 1952, nos Estados Unidos, através de um sapo. Desde então que várias espécies têm sido clonadas: carpas, ratos, touros, porcos, gatos, búfalos, mulas, cavalos, moscas veados, cães, etc.

A CLONAGEM PODE SER APLICADA PARA A FORMAÇÃO DE DUAS OU MAIS ENTIDADES BIOLÓGICAS GENÉTICAMENTE IGUAIS, PODENDO TRATAR-SE DE GENES, CÉLULAS OU ORGANISMOS COMPLETOS.

A CLONAGEM HUMANA CRIA DOIS CENÁRIOS TOTALMENTE OPOSTOS:

1º O QUE PARA UNS PODE SER FASCINANTE E VEREM, ATRAVÉS DA CLONAGEM, UM FUTURO MELHOR PARA TODOS SOB O ASPECTO DA EVOLUÇÃO DA MEDICINA;

2º PARA OUTROS PODE TORNAR-SE NUM PESADELO.

Consequentemente colocamos a questão: “Existe ética relativamente à clonagem humana?” É com a minha não aceitação quanto à clonagem humana reprodutiva que irei defender este ensaio, baseada em conhecimentos adquiridos e com a ajuda do manual escolar.

Inicio com ”A Declaração Universal dos Direitos do Homem, as leis sobre os direitos dos cidadãos de todos os países, com textos doutrinários de todas as religiões, estão cheios de afirmações sobre o carácter único e irrepetível do ser humano, sobre a liberdade do seu destino, sobre a originalidade intrínseca e o direito à individualidade de cada um de nós.”

O Homem sempre quis brincar de Deus, o poder criar, o poder de produzir vida, no entanto, esse poder pode ultrapassar alguns limites. Apesar de já se ter concretizado a clonagem a alguns animais, não impede de que perante o ser humano o resultado não seja 100% seguro e como tal pode vir a gerar crianças deficientes e até destruir e/ou colocar em risco toda uma espécie. Até que ponto existe essa segurança? A aplicação de mecanismos resultantes da clonagem em humanos adultos é realmente válida?

Até que ponto não estaremos a ser manipulados por nós mesmos, em prol de uma melhor perspectiva de vida?

Buscará o Homem através da clonagem a perfeição do ser? Ou será que não estaríamos a fazer o mesmo que outros fizeram no passado?

Ao moldarmos a nossa espécie não estaremos nós a criar uma espécie nova? Com características que poderão ser ameaçadoras a toda a humanidade?

Mesmo sabendo que somos aquilo que somos devido à nossa história do que propriamente à nossa herança genética.
No entanto, quem é que pode comprová-lo? Isto ocorre de facto? Ou as nossas qualidades, o nosso carácter, personalidade, sentimentos, tudo o que somos, não estarão interligados aos nossos genes?

Em refutação tento evidenciar que, na possível tentativa, de clonarem, alguém como Hitler, não estarão na busca de alguém que liderou uma 2ª Guerra Mundial, independentemente se a probabilidade maior é de ser gerado alguém totalmente diferente, visto que as circunstâncias da vida a que irá ser submetido não serão as mesmas e, portanto, o individuo será diferente. Mas se tal acontecesse, qual seria o 1º pensamento daquele que assim o pretendeu? Não seria buscar um ser totalmente desumano como foi o original?

Através das células tronco ou estaminais os cientistas poderão manipular adequadamente em laboratórios e elas poderão se tornar neurónios, células do sangue, tecido ósseo, ou o que o doador do ADN pretenda. Contudo, não há a necessidade que ocorra através de um embrião clonado.
Sabemos que diversas doenças poderão ser curadas através deste sistema: a leucemia, pessoas tetraplégicas, problemas com o fígado ou rins, cancro, entre tantas outras. Contudo, a questão é colocada, há realmente a necessidade de criar estes embriões?
As células tronco encontram-se presentes no cordão umbilical, não será mais válido guardá-lo para um futuro? E por iniciativa própria prontificássemos esse cordão umbilical àqueles (compatíveis) que dele viessem necessitar.


Muitos estão de acordo em proibir a clonagem "reprodutiva", mas não a terapêutica: querem criar embriões clónicos para investigar, e não implantá-los para que nasçam. Cohen e Kristol replicam: «Isso é insustentável: depois de termos começado a armazenar embriões clónicos destinados à investigação, será praticamente impossível controlar como serão usados». Nesse caso, «estaríamos a criar um género de embriões que, por lei, teriam de ser destruídos»; e como se poderia evitar o nascimento daqueles que fossem implantados ilegalmente? Com abortos forçados?
Já C. S. Lewis tinha advertido em "A abolição do homem", recordam Cohen e Kristol, que "todo o novo poder conquistado pelo homem é também um poder sobre o homem". Por isso, concluem os autores, «para deter a desumanização do homem, e a criação de um mundo post-humano de bebés de desenho, quimeras de homem e animal e "morte por compaixão" dos deficientes, talvez tenhamos de omitir algumas investigações. Talvez tenhamos de dizer que não a certas experiências antes de que elas comecem. Proibir a clonagem humana é uma oportunidade ideal para reafirmar o controlo democrático da ciência e voltar a ligar o progresso tecnológico com a dignidade e a responsabilidade humanas».

Bibliografia:

FILOSOFIA 11º - Luís Rodrigues, Júlio Sameiro, Álvaro Nunes – Plátano Editora

http://vida.aaldeia.net/talvezdizerquenao.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Clonagem#Clonagem_natural
http://joaogil.planetaclix.pt/clono.htm


TRABALHO DE: OFÉLIA CARDOSO Nº 8 11º P